E que danado é Mangará?

O nome é de origem tupi-guarani e é um termo usado para referir-se ao coração. Convivendo, observando e coletando-o, várias comunidades indígenas perceberam que este maravilhoso pêndulo na verdade é a flor da banana e sua abertura implica no amadurecimento e momento ideal para a coleta da fruta. O mangará é frequentemente consumido como um vegetal em muitos países asiáticos e no Brasil usado por populações rurais, indígenas, quilombolas e interioranas como ingrediente principal para o preparo do lambedor. D. Eliana do Assentamento Chico Mendes em Igarassu, curou a gripe de todos seus 4 filhos com o xarope desta maravilha.

4621036967_093ff94058_bPara nós o valor nutricional do mangará é comprovado unicamente pela história do seu uso, afinal a certeza do conhecimento não produzido pela ciência vem da vivência dos povos que se enxergam parte do meio e não superior a ele. Podem acreditar, mas certamente nenhum alimento maléfico a saúde sobreviveria como costume e prática por muito tempo.

Mas este mangará é tão danado que até a ciência moderna vem certificar sua força, rico em nutrientes, o teor de umidade da flor é elevado, representando 91,93% da composição do alimento. Também é rico em carboidratos e proteínas, sendo estes correspondentes a 52% e 23% da sua composição respectivamente. O teor de fibras é de aproximadamente 7% e além disso, apresenta um baixo teor de lipídeos e baixo valor calórico.

Então temos um encontro marcado no próximo SABAMATA e você pode confirmar sua presença para experimentar nosso maravilhoso Strogonoff de Mangará. Para esta receita a gente vai tirar o amargo da flor com bicarbonato de sódio e vinagre de maçã, refogá-lo com cebola, tomate e gengibre, regar com um creme bem suculento de amendoim e adicionar aquele cheiro verde nordestino por cima para apurar o paladar.

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Oficina de Gastronomia Ancestral no Mês da Desobidiência Negra

12219557_169107670105954_207564171650055787_nOficina de culinária ancestral com Mãe Andréa de Oyá
Para pessoas interessadas em tecer diálogos sobre identidade, memória e patrimônio a partir da culinária e simultaneamente aprender a preparar alimentos simbólicos nas religiões de Matriz Africana. Serão preparados três pratos, todos voltados á Orixás femininas e sem ingredientes de origem animal: Acarajé, Abará e Doce de banana.

Vivência com lotação máxima de 15 pessoas.

Inscrições:
email: cantodalaia@gmail.com
assunto: Oficina de gastronomia ancestral
investimento: 20$

Atividade:
local: Dhuzati
endereço: Casa lilás da Estrada dos Macacos
(rua da biblioteca da UFRPE – antes do Quilombo Experiental)
horário: 16hr

 

1 ano da Feira Agroecológica Chico Mendes

feira-chico-mendesCom muita alegria que convidamos todas as pessoas a comemorarem conosco o 1º ano da reinauguração da Feira Agroecológica Chico Mendes, iniciativa do Assentamento Chico Mendes, da Associação Terra e Vida e do NAC – Núcleo de Agroecologia e Campesinato da UFRPE.

Boa parte de nossos ingredientes são plantados no Assentamento Chico Mendes e no Sítio Sete Estrelas que compõe a Terra e Vida e pra comemorar este feito tão especial nos juntamos para realizar uma demonstração culinária de alimentos não convencionais, mas muito nutritivos e saborosos.

O Sítio Sete Estrelas irá ensinar como preparar a deliciosa carne de jaca que eles colocam em nos seus maravilhosos sanduíches e nós da Dhuzati iremos mostrar como preparar o mangará, conhecido também como coração ou umbigo da banana.

As comemorações irão ser iniciadas as 6hrs, e ainda contarão com degustação de pães, hortaliças, pastas, além da simpatia e atenção de Amadeu, Cristina, Eliana, Estrela, Isabel e Jacó, pessoas comprometidas com a preservação e bem estar da terra.

Confiram a página do evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1567649860178501/

Jiló o primo africano do tomate.

4219634139_06f09101a7_bSabia que tem jiló aqui no nordeste? e digo mais… orgânico, sem agrotóxicos, livre de modificação genética e produzido pela agricultura familiar. Sabemos bem o desprezo que este fruto sofre das pessoas em geral, mas queremos deixar bem claro que isto é deveras injusto.

O jiló é conhecido pelo seu amargor, mas assim como a berinjela você pode eliminá-lo realizando um pequeno procedimento antes da preparação!

Em parceria com a Feira Agroecológica Chico Mendes, que acontece na Praça de Dois Irmãos, realizamos este pequeno material com receitas básicas de como preparar o patinho feio das Solonaceae, família que agrega tanto a berinjela, quando o tomate. Então já sabe, se quiser testar algumas destas receitas é só ir até a feira, procurar a banca do queridão Estrela e pegar seus jilós orgânicos e fresquinhos, A Feira Agroecológica Chico Mendes acontece toda quarta das 6h às 12h.

Confira o material com as receitas neste link: http://issuu.com/dhuzati/docs/jilo/1Captura de tela inteira 17092014 135641.bmp017

 

UFRPE sedia Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária em Pernambuco

jornada universitariaA partir desta quarta, 23, terá inicio na UFRPE a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária. O evento é um novo marco nas mobilizações contra os latifúndios e em memória ao Massacre de Eldorado dos Carajás, quando 21 trabalhadores rurais sem terra foram assassinados no dia 17 de abril de 1996, no Pará.

Dados do último Censo Agropecuário de 2006 demonstram que grande parte da área total ocupada pelos estabelecimentos agropecuários, se concentra nas mãos do agronegócio (75,7%) e apenas 23,4% está ocupada com a agricultura familiar.

Durante todo mês de abril, cerca de 50 universidades do país sediaram o evento que contou com atividades acadêmicas, políticas e culturais em apoio à luta dos movimentos sociais do campo. Para os setores do MST, a Jornada tem como objetivo ocupar o espaço acadêmico e fazer com que os muros da universidade se voltem mais para as demandas socialmente referenciadas, necessárias para a população, para o crescimento do país, que legitimem o sentimento de justiça, de encaminhamentos mais voltados à população, não só para os setores dominantes”.

Na UFRPE o evento inicia marcando presença na Feira Agroecológica Chico Mendes, em apoio à resistência dos agricultores vítimas das perseguições e ameaças higienistas da Prefeitura do Recife.

Confira abaixo a programação completa da Jornada:

QUARTA 23/04

8HRS

Celebrando a vida na feira agroecológica Chico Mendes

Praça Faria Neves no bairro de Dois Irmãos

TODO O DIA

Exposição Fotográfica – Luta pela terra em Pernambuco

ADUFERPE

QUINTA 24/04

8 ÀS 11:30H

Reforma Agrária em Pernambuco

Jaime Amorim – MST

Placido Júnior – CPT

Valquíria Severina dos Santos – MMTR/NE

Sala de Seminário CEGOE/UFRPE

14 ÀS 16H

Educação na Reforma Agrária

Rubneuza Leandro – Setor de Educação do MST

Sala de Seminário CEGOE/UFRPE

18:30 ÀS 21H

Juventude Rural na Reforma Agrária

Paulo Mansan – PJR

Adriana Nascimento – FETAPE

Sala de Seminário CEGOE/UFRPE

TODO O DIA

Exposição Fotográfica – Luta pela terra em Pernambuco

Sala de Seminário CEGOE/UFRPE

 A organização da Jornada na UFRPE conta com o apoio do NAC – Núcleo de Agroecologia e Campesinato, Curso de Licenciatura em Ciências Agrícolas e com o Departamento de Educação